Bíblia em Contos

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O Juízo e a Salvação do Egito

Era uma vez, no tempo em que os decretos do Senhor ainda ecoavam através dos profetas, que uma palavra pesada veio sobre o Egito. O profeta Isaías, homem de visões e coragem, recebeu uma mensagem divina que pintava um quadro terrível e glorioso sobre a terra dos faraós.

Eis que o Senhor cavalga sobre uma nuvem ligeira e entra no Egito. Os ídolos do Egito estremecem diante dele, e o coração dos egípcios se derrete dentro deles. O Rio Nilo, outrora venerado como deus, tornou-se palco do juízo divino. Suas águas, que sempre foram fonte de vida e prosperidade, começaram a secar como terra ressequida pelo sol do deserto. Os canais que irrigavam os campos transformaram-se em sulcos poeirentos, e os juncos às margens murcharam como flores cortadas.

Os pescadores que antes lançavam suas redes em águas abundantes agora se lamentavam às margens ressecadas. Os que trabalhavam com linho fino, tingindo tecidos nas águas do grande rio, viam suas cores desbotarem e seus negócios fracassarem. Todos os que dependiam das águas do Nilo estavam de luto, pois a veia principal do Egito estava secando diante de seus olhos.

Os príncipes de Zoã, sábios conselheiros do faraó, tornaram-se tolos em seus conselhos. Como poderiam os homens que se diziam sábios aconselhar um rei quando a própria sabedoria lhes havia fugido? O faraó, em seu palácio adornado de ouro e pedras preciosas, buscava orientação nos oráculos e feiticeiros, mas estes apenas balbuciavam palavras vazias. O Senhor havia derramado sobre eles um espírito de confusão, fazendo com que errassem em todos os seus caminhos, como bêbados cambaleando em seu próprio vômito.

Não havia trabalho que prosperasse no Egito, do mais humilde camponês ao mais nobre artesão. O país que outrora fora celeiro do mundo agora via seus celeiros vazios e seus campos produzirem apenas espinhos. As cidades majestosas, como Mênfis e Tebas, que haviam resistido a séculos de história, agora tremiam diante do temor que o Senhor lhes infundira.

Naquele tempo de trevas e desespero, cinco cidades no Egito começaram a falar a língua de Canaã e a jurar lealdade ao Senhor dos Exércitos. Uma delas seria chamada Cidade do Sol, mas o sol que adoravam não era mais Rá, e sim o Sol da Justiça que nasce com cura em suas asas.

Então se ergueu no meio do Egito um altar ao Senhor, e junto à sua fronteira, uma coluna sagrada. Estes não eram monumentos de orgulho humano, mas sinais e testemunhos para o Senhor dos Exércitos. Quando os egípcios clamavam ao Senhor por causa de seus opressores, Ele lhes enviava um libertador que lutaria por eles e os livraria.

E o Senhor se fez conhecido dos egípcios. Naquele dia, os egípcios conheceram o Senhor, e O serviram com sacrifícios e ofertas. Fizeram votos ao Senhor e os cumpriram. Embora o Senhor ferisse o Egito, ferindo-o também curaria. Eles se converteriam ao Senhor, que lhes responderia e os curaria.

Naquele tempo, haverá uma estrada do Egito até a Assíria. Os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria, e egípcios e assírios adorarão juntos. Israel será uma bênção no meio da terra, a quem o Senhor dos Exércitos abençoará, dizendo: “Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.”

Assim se cumpriu a palavra do Senhor, que transformou a maldição em bênção, e fez da terra da escravidão uma terra de adoração. O juízo que começou com a seca do Nilo terminou com o fluir do Espírito, e onde antes havia ídolos de pedra, agora havia corações de carne voltados para o Deus vivo. O Egito, que outrora oprimira o povo de Deus, tornou-se herança do Senhor, e a Assíria, que era instrumento de ira, transformou-se em obra de suas mãos. E no centro de tudo estava Israel, testemunha eterna de que o Senhor faz todas as coisas para seu propósito final.

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