Era uma época de grande agitação e transição para o povo de Israel, quando as tribos lutavam para estabelecer seu lugar na Terra Prometida. Entre elas, destacava-se a tribo de Benjamim, da qual emergiria uma linhagem que marcaria profundamente a história da nação.
Nos montes de Benjamim, um homem chamado Becor viveu seus dias entre oliveiras e vinhedos. Seus olhos, marcados pela sabedoria dos anos, testemunharam muitas estações passando sobre a terra que seu povo herdara. Becor gerou a Efra, homem de caráter forte e mãos calejadas pelo trabalho na terra. Efra, por sua vez, tornou-se pai de Uzer e de Malquis, homens que carregavam em seus nomes o peso e a promessa de suas heranças familiares.
Malquis, cujo nome significava “meu rei”, cresceu sob o sol quente da Palestina, aprendendo desde cedo os costumes de seus antepassados. Ele gerou a Semeías, homem que herdou não apenas as terras de sua família, mas também a responsabilidade de manter viva a linhagem sagrada. Semeías tornou-se pai de vários filhos, entre eles Joquebã, que significa “Yahweh estabelece”, e Mesulão, cujo nome refletia a esperança de reconciliação.
A família expandiu-se como os ramos de uma oliveira antiga. Ebiasafe, neto de Semeías, destacou-se por sua liderança entre os benjamitas. Seu filho Sélémias tornou-se conhecido por sua justiça nos portões da cidade, onde resolvia disputas conforme a Lei de Moisés. Hananias, filho de Sélémias, cresceu ouvindo as histórias dos juízes e profetas, desenvolvendo profundo respeito pelas tradições de seu povo.
Enquanto isso, em outra linhagem benjamita, nasceu Elional, homem de estatura impressionante e coração valente. Seu filho Jeremias herdou não apenas sua altura, mas também sua coragem. Abias, filho de Jeremias, destacou-se por sua sabedoria ao lidar com os assuntos da tribo. A família multiplicou-se através de Anátot, que estabeleceu seu lar nas colinas rochosas, e de Alfeias, que se tornou conhecido por sua hospitalidade.
A narrativa familiar continuou através de Maaséias, homem de fé inabalável, e de Bineia, que guardava zelosamente os costumes de seus antepassados. Rafa, neto de Bineia, tornou-se pai de Eleasá, cujo nome significava “Deus fez”, e de Asel, homem de caráter íntegro. Asel gerou seis filhos, cada um destinado a deixar sua marca na história de Israel.
Azricão, o primogênito de Asel, destacou-se como líder militar entre os benjamitas. Bocru, o segundo filho, preferiu a vida pastoral, cuidando dos rebanhos familiares. Ismael, o terceiro, tornou-se conhecido por sua eloquência nos assuntos tribais. Searias, o quarto, dedicou-se ao estudo da Torá. Obadias, o quinto, destacou-se como comerciante justo, e Hanã, o mais jovem, mostrou desde cedo inclinação para o sacerdócio.
A família de Eliel estabeleceu-se em Gibeão, onde construíram casas de pedra que resistiram ao tempo. Seus irmãos Zecri e Motoni contribuíram para o crescimento da comunidade, enquanto Obeias e Abisua trouxeron prosperidade através de seu trabalho diligente. Maquir, outro descendente, mudou-se para Moabe, onde manteve viva a fé de seus pais em terra estrangeira.
A linhagem continuou através de Mesanibe, que significa “Yahweh restaura”, e Simeá, homem de oração constante. Ismerai, filho de Simeá, e Jizlias, seu irmão, trabalharam juntos para fortalecer os laços familiares. A família expandiu-se ainda mais através de Elienai, Ziletai, Eliel, Adaías, Beraías e Sinrate, cada geração acrescentando novos capítulos à história familiar.
Jeremias, filho de Zanias, destacou-se como profeta em sua comunidade, enquanto Elam, o quinto filho de Jeoel, viajou para terras distantes mantendo sua fé. Zebadias, filho de Jerimote, e Edem, filho de Samri, tornaram-se pilares em suas respectivas comunidades.
A narrativa culmina com a história de Saul, filho de Cis, neto de Ner, bisneto de Abiel, trineto de Zeror, tetraneto de Becor, e pentaneto de Afias. Saul, cujo nome significa “o que foi pedido”, cresceu entre os campos de Benjamim, sem saber que estava destinado a se tornar o primeiro rei de Israel.
A família de Saul multiplicou-se através de Jônatas, Malquis-Sua, Abinadabe e Esbaal, cada um carregando o legado real. Meribe-Baal, filho de Jônatas, continuou a linhagem real, gerando a Mica, que por sua vez tornou-se pai de Pitom, Meleque, Taréia e Acaz. Acaz gerou a Jeoada, que se tornou pai de Alemete, Azmavete e Zinri. Zinri gerou a Moza, e Moza a Bineia, cujo filho Rafaia continuou a linhagem através de Eleasá e de Azel.
Azel, último mencionado nesta genealogia, teve seis filhos: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã. Estes foram os homens valentes que mantiveram viva a herança de Benjamim, cada um contribuindo para o tecido da história israelita, preparando o caminho para os eventos gloriosos que ainda estariam por vir na narrativa sagrada do povo de Deus.



